sexta-feira, 22 de abril de 2011

Luiz Melodia em dose dupla



Cantor e compositor se apresenta no Teatro de Santa Isabel, nos dias 28 e 29, em shows antecedidos por Allexa e Karynna Spinelli



O cantor e compositor Luiz Melodia, um dos nomes mais expressivos da música brasileira, terá a direito a dose dupla no Projeto seis e Meia. Melodia se apresenta na quinta-feira (28), no Teatro de Santa Isabel, com show de abertura de Allexa. No dia seguinte, sexta-feira (29), estará no mesmo palco, antecedido pela cantora Karynna Spinelli. Os dois espetáculos começam às 19h, com ingressos a preços populares.

Com uma trajetória de sucessos, iniciada nos anos 70, Melodia mantém-se atual, com sua voz metálica a suingada, além de um repertório que embalou gerações de curtidores do melhor da MPB. A lista de hits é enorme, com destaque para clássicos como “Codinome Beija-flor”, “Pérola Negra”, “Ébano”, “Negro Gato” e “Holly Estácio”.

Carioca, nascido no morro do Estácio, no Rio, em 1951, Melodia começou a se interessar pela música ainda criança, ao ver o pai tocar. No ginásio – e depois de abandoná-lo – o artista passou a compor e tocar sucessos da Jovem Guarda e da Bossa Nova. Sua banda - Instantâneos – era formada por amigos. Aos poucos, o garoto começou a mesclar as primeiras influências musicais com a atmosfera sonora do morro em que vivia. Resultado: conseguiu construir um estilo único, apreciado no início por um grupo de “iniciados”, mas que logo ganhou a admiração da crítica e do público.

Sua música, no entanto, logo chamou a atenção de freqüentadores do Estácio, como os poetas Wally Salomão e de Torquato Neto – dois dos papas do Tropicalismo. Por meio de Wally, Gal Costa acabou conhecendo um de seus compositores prediletos. Foi a cantadora baiana que deu a largada para ampliar a carreira de Molodia, gravando "Pérola Negra", no disco "Gal a Todo Vapor", de 1972. Pouco tempo depois Maria Bethânia gravaria "Estácio Holly Estácio". A partir daí, a música de Melodia – nome artístico de Luiz Carlos dos Santos – ganhou as rádios, as TVs e o mundo do disco.

Durante algum tempo, Melodia recebeu da crítica a pecha de maldito, mas nunca qualquer jornalista da área musical deixou de reconhecer suas qualidades, especialmente depois que lançou o antológico “Pérola Negra”, em 1973. Hoje, o cantor-compositor reconheceu porque era tratado assim, apesar do imenso talento. “Não éramos pessoas que obedeciam”, recorda. “Burlávamos, pode-se dizer assim, todas as ordens da casa, da gravadora; rompíamos com situações que não nos convinham”, afirma.

Sua carreira acabou por consolidar-se no disco seguinte, "Maravilhas Contemporâneas" (1976), popularizado pela canção "Mico de Circo" (1978). Nessa época já era conhecido do público e alcançou seu espaço no cenário da MPB. Mas ele não parou ai. Em 1980, viria outro clássico - "Nós" em 1980, que incluía "Codinome Beija-flor".

Na década de 1990, veio "Relíquias" (1995), com uma releitura com novos arranjos para sucessos como "Ébano" e "Sub-anormal", e no intimista e intenso "Acústico - Ao Vivo" (1999). Nesse disco, Melodia percorria sua obra de forma mais espontânea, agora na forma espontânea de uma gravação ao vivo durante uma turnê nacional. Mais um sucesso de público e crítica.

Em todo o seu trabalho, Melodia mantém um estilo irrequieto, elegante e classudo, que chegou ao século 21 com alguns acontecimentos marcantes, tanto em CDs quanto em shows: Retrato do Artista Quando Coisa (2001), Luiz Melodia Convida (2003), Estação Melodia (2007), Especial MTV - Estação Melodia Ao Vivo (2008) e Românticos do Rio (2010).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Monica Salmaso canta no Santa Isabel



Show do Projeto Seis e Meia será precedido de apresentação de Lorena Mostroiani, uma das revelações da noite recifense



Para o compositor Edu Lobo a cantora Monica Salmaso é a melhor voz que ele ouviu nos últimos anos. O crítico Jon Pareles, do New York Times, afirma que ela faz um pop reflexivo, que valoriza ainda mais as melodias, enquanto Arthur Nestrovski, da Folha de São Paulo, observa que a voz da artista "é um dos instrumentos mais lindos do mundo”. Nesta quinta-feira (14), o público do Recife poderá checar essas e outras qualidades da cantora paulistana, que se apresenta no Projeto Seis e meia, a partir das 19h, no Teatro de Isabel. O show de abertura será de Lorena Mastroianni, uma das revelações da noite recifense.


Mônica Salmão nasceu em São Paulo, em 1971, e sua carreira começou no teatro, na peça "O Concílio do Amor", dirigida pelo premiado diretor Gabriel Villela, em 1989. Mas em 1995, já gravava o CD Afro-Sambas, um duo de voz e violão arranjado e produzido pelo violonista Paulo Bellinati. No disco, Monica reuniu todos os afro-sambas compostos por Baden Powell e Vinícius de Moraes. No ano seguinte, gravaria, também com Paulo Bellinati, a faixa “Felicidade” (Jobim-Vinícius) no CD do Song Book de Tom Jobim, lançado pela Lumiar. Em 1997, ela foi indicada para o Prêmio Sharp como Revelação na categoria MPB.

Sempre saudada pela crítica e por um público fiel, que se expandia párea além das fronteiras paulistanas, ele lançou, em 1998, seu segundo CD – Trampolim, pelo selo Pau Brasil, com a produção de Rodolfo Stroeter e as participações de Naná Vasconcelos, Toninho Ferragutti e Paulo Bellinati, entre outros. Um ano depois, venceu o Segundo Prêmio Visa MPB – Edição Vocal, pelo júri e aclamação popular.

O terceiro CD – Voadeira - veio em ainda em 1999. Também produzido por Rodolfo Stroeter e com participações especiais de Marcos Suzano, Benjamim Taubkin, Toninho Ferragutti, Paulo Bellinati e Nailor “Proveta” Azevedo.

Mônica Salmaso ganhou em seguida o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de 1999, e seu CD recebeu foi considerado pela crítica como um dos dez melhores lançamentos do ano. No ano 2000, ela foi convidada especial de uma das noites do Heineken Concerts em 2000.

A carreira seguiu sempre acompanhada de prestígio da critica, mas seu trabalho ganharia o mundo. Depois de participar da trilha de OCORPO, composta por Arnaldo Antunes - para o Grupo Corpo em 2000 – seus CDs foram lançados em países da Europa, no Japão, nos Estados Unidos, Canadá e México. Depois de assinar contrato com a gravadora Biscoito Fino, lançou seu quarto CD – Iaiá, em 2004. Nesse mesmo período, participou com destaque cantando no filme "Vinícius" sobre a vida e obra de Vinícius de Moraes, dirigido por Miguel Faria Jr, e esteve no mais recente CD de Chico Buarque, "Carioca", cantando a música "Imagina" de Chico Buarque e Tom Jobim. Em 2007 lançou seu quinto CD, "Noites de gala, samba na rua" com músicas de Chico Buarque e participação especial do grupo Pau Brasil. Sua carreira segue o rumo do sucesso, sempre dirigido a um público que gosta de música brasileira de qualidade.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ângela Ro Ro é a atração desta quara no Seis e Meia



Show da cantora será precedido da apresentação
de Geraldo Maia


A cantara Ângela Ro Ro é a atração do Projeto Seis e Meia desta quarta-feira, no Teatro de Santa Isabel. Seu show será precedido pela apresentação de Geraldo Maia, a partir das 19h.

No palco recifense, Ângela Ro Ro mostrará um repertório eclético, com composições que espelham sua formação musical iniciada ainda aos cinco anos, quando começou a estudar piano clássico. Mais adiante, seria influenciada por ícones como Maysa, Jacques Brel e Ella Fitzgerald.

A carreira como compositora, no entanto, só seria iniciada na década de 60. Nessa época ela morava na Inglaterra, onde cantou em pubs, ainda de forma amadora. Em 1974, participou do Festival de Rock de Saquarema (RJ), no qual também se apresentou Rita Lee.

Ao retornar ao Brasil recebeu uma boa notícia: o convite do produtor Paulinho Lima para gravar seu primeiro LP, "Ângela Ro Ro", pela PolyGram, em 1979. Em 11 de maio desse ano se apresentou no Teatro Ipanema (RJ), onde se acompanhava ao piano. Surgia, daí, uma cantora considera da cult - no horário alternativo da meia noite, o teatro lotou e 150 pessoas ficaram do lado de fora. Na platéia,

Na rádio, Ângela Ro Ro estourou com o sucesso "Tola foi você", mas já era conhecida por outro hit: "Amor, meu grande amor", música com letra de Ana Terra e que lhe conferiu o título de “A Sensação do Ano”, outorgado pelo "Jornal do Brasil". Ainda em 199, Maria Bethânia gravou sua composição "Gota de sangue", a primeira a ser registrada por outro artista, no LP "Mel".

De acordo com o historiador Jairo Severiano, citado no site da cantora, Ro Ro foi considerada "uma sucessora de Maysa" ("A canção no tempo" vol. 2, p. 308, Ed. 34), pela semelhança física (os olhos) e por ter interpretado a canção "Demais" (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) em seu primeiro disco, música que foi sucesso também na voz de Maysa.

A trajetória de sucessos seguiu em 1980 ("Só nos resta viver") e no ano seguinte com o lançamento de seu terceiro LP, "Escândalo”. Em 1983, emplacou a canção "Simples carinho" (João Donato e Abel Silva), com arranjo de Antonio Adolfo e a participação de Maurício Einhorn na gaita, em mais um disco pela Polydor. Em 1984, outra canção de sua autoria foi gravada por Maria Bethânia, "Fogueira".

Na década de 1990, realizou shows em diversas casas noturnas, acompanhada por banda ou sozinha ao piano. Em 1993, lançou o disco "Nosso amor ao Armageddon - Ângela Ro Ro ao vivo", gravado na casa de show carioca Jazzmania. Realizou ainda temporada no Teatro Rival, Rio de Janeiro. Em 2000, o CD "Acertei no milênio" e, no ano seguinte, apresentou-se ao lado de Cida Moreira, no Espaço Cultural Baden Powell (RJ). Em 2006, lançou o CD e DVD, "Ângela Ro Ro ao vivo", gravado no Circo Voador (RJ) com participações de Alcione, Frejat e Luiz Melodia.

Agora, a cantora prepara o lançamento de um box com todos os programas apresentados no Canal Brasil.

E tem mais Seis e Meia amanhã (14). A cantora Monica Salmaso estará no palco do Santa Isabel, também a partir das 19h. A atração local será a cantora Lorena Mostroiani, uma das revelações da noite recifense.

Geraldo Maia

Antes de Angela RO RO o público poderá apreciar o trabalho de Geraldo Maia, que começou sua carreira na década de 80, e hoje é considerado um dos melhores cantores do País.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Projeto Seis e Meia estreia no Santa Isabel com Yamandu Costa


Projeto Seis e Meia estreia no Santa
Isabel com Yamandu Costa

Ao longo do mês de abril, artistas consagrados se apresentarão no palco mais importante do Recife


O tradicional projeto Seis chega à sua 16ª edição em nova casa: o Teatro de Santa Isabel. A abertura será no dia 08, com apresentação do violonista Yamandu Costa, a partir das 19h. Durante todo o mês de abril, também estarão no palco mais importante da cidade artistas consagrados da música brasileira: Ângela Ro Ro (13), Monica Salmaso (14) e Luiz Melodia (28 e 29). Todos os shows serão precedidos por performances de atrações locais, como o Saracotia, que abrirá o show de Yamandu.

Durante muitos anos o Seis e Meia foi realizado no Teatro do Parque, entre 18h e 18h30. Com a casa em reforma, o evento transferiu-se para o Santa Isabel. O horário mudou das 18h30 para as 19h para que os espectadores possam evitar ocasionais congestionamentos de trânsito.

A última edição do Seis e Meia foi um sucesso, em 2009, ao trazer para o Recife artistas como Guilherme Arantes, Chico César, Elza Soares e Zeca Baleiro, entre outros. Neste ano, a novidade é a escolha de Luiz Melodia para fazer dois shows. Os artistas farão apresentações no estilo “voz e violão” ou voz e piano. Os ingressos terão preços populares: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia). Não haverá lugares numerados.

Em 2012, o projeto volta ao Parque, nos meses de setembro e outubro.


Programação

08- Yamandu Costa e Saracotia
13- Angela Ro Ro e Geraldo Maia
14- Monica Salmaso e Lorena Mastroiani
28- Luiz Melodia e Allexa
29- Luiz Melodia e Karynna Spinelli